Hoje em dia encontram-se cursos de todo tipo. Aliás, o nome “curso” caiu em desuso. Primeiro, passou a ser workshop, depois oficina. Agora, é “vivência”. As vivências duram algumas horas, são experiências que costumam deixar um rastro vago na memória. Quem ministra o curso, ou melhor, coordena a vivência, é chamado de facilitador. Essa pessoa precisa ser articulada, simpática e dar a expressão de absoluta espontaneidade, como se não houvesse um roteiro traçado. Você chega numa sala para experimentar uma vivência dessas e encontra sempre um monte de gente que nunca viu e nunca mais vai ver. Uma das características da vivência é a troca intensa com gente desconhecida. É bom porque fica mais fácil se expor para gente que, por não fazer parte da sua história, é incapaz de julgá-lo. Eis que estou no meio dessa vivência. Vamos todos imaginar uma cidade e cada um vai montar um personagem, a partir de uma pessoa real. Ao contrário da maioria (porque sou ovelha negra mesmo), ...
Registros de deslumbramento e perplexidade. Reflexões sobre a vida. Por Luciana Guerra Malta.