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Mostrando postagens de fevereiro, 2016

Humanos e Unicórnios

Nem tudo é para ser. Nem tudo é. Mas sempre se pode fazer do improvável uma concretude. O problema é que o improvável pode assumir a forma de um minotauro ou unicórnio... daquelas criaturas mitológicas que chamamos de imaginárias. E para os pragmáticos, seres que não podem ser tocados não existem. Ora, eles esquecem que tudo, no que diz respeito ao homem, começa com a imaginação. Aliás, dizem que o próprio homem começou assim: na mente de Deus.

Amor, amor

O amor nasce com beijinhos e toques e corpos que se entrelaçam entre pressentimentos, transmissões de pensamento, incompreensões, dilemas, desconfianças, arrepios. O amor nunca é idílio; quando nasce é sempre infernal – doce inquietude é uma boa expressão para defini-lo. Quando ele se torna sinônimo de paz é porque já morreu e se amalgamou com sua irmã mais velha, a amizade. Tudo é bom. Amor, amizade. Talvez o ideal seja que o irmão mais novo e travesso ande junto com sua irmã mais velha. Mas o amor resiste e só dá a mão para quem quer.

O ponto e a vírgula

Não quero ver. Não, quero ver. Foi assim por acaso, com uma frase atrás da outra, que descobri, há 25 anos, no meio de um conto, o poder da vírgula. A vírgula é uma pausa no texto que pode mudar tudo. A pausa, na vida, é uma vírgula que pode mudar o mundo. A vida é um texto sem pontuação. O texto é uma vida pontuada. Fiquemos, pois, com o ponto parágrafo, daquele que leva a um novo princípio na linha de baixo. E ponto final.

Todo escritor devia ter um amor

"Todo escritor devia ter um amor para abraçá-lo quando a dor dos personagens entra nele. Alguém para dizer: É só uma história, é faz de conta. Sem uma voz para dizer isso, sem um par de braços para nos apertar contra o peito, nós, escritores, não temos como sair de dentro da história que nós mesmos inventamos. Em suma, todo escritor precisa de um amor, mesmo que inventado, para trazê-lo de volta ao mundo real." (Trecho do conto "Solidão do escritor", de minha autoria)