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Mostrando postagens de 2015

1ª Coletânea de Contos e Poesias Homoafetivas

Meus caros amigos, Produzi um conto para o 1º Concurso Literário de Contos e Poesias Homoafetivas e fiquei muito feliz porque ele foi selecionado para compor um livro de contos. O concurso foi uma iniciativa de uma editora, a Metanoia, e da Secretaria de Direitos Humanos do município. Estou orgulhosa por participar de uma bela iniciativa como essa com o que sei fazer melhor: escrever histórias. Em tempos de recrudescimento do conservadorismo, com uma Câmara presidida por alguém como Eduardo Cunha, iniciativas como essa parecem mais bem-vindas e necessárias do que nunca. Quem quiser ir ao lançamento, é só comparecer na próxima terça, dia 27, às 17 horas, n o Hote l Vila Galé (Rua Riachuelo, 124 - Lapa) . Na ocasião haverá distribuição gratuita de livros. Espero vocês. O 1º CONCURSO DE CONTOS & POESIAS HOMOAFETIVAS DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO é uma iniciativa da Editora Metanoia, com o patrocínio da  Secretaria Municipal de Cultura do Rio d...

Crônica para Hildegard

Hoje em dia encontram-se cursos de todo tipo. Aliás, o nome “curso” caiu em desuso. Primeiro, passou a ser workshop, depois oficina. Agora, é “vivência”. As vivências duram algumas horas, são experiências que costumam deixar um rastro vago na memória. Quem ministra o curso, ou melhor, coordena a vivência, é chamado de facilitador. Essa pessoa precisa ser articulada, simpática e dar a expressão de absoluta espontaneidade, como se não houvesse um roteiro traçado. Você chega numa sala para experimentar uma vivência dessas e encontra sempre um monte de gente que nunca viu e nunca mais vai ver. Uma das características da vivência é a troca intensa com gente desconhecida. É bom porque fica mais fácil se expor para gente que, por não fazer parte da sua história, é incapaz de julgá-lo. Eis que estou no meio dessa vivência. Vamos todos imaginar uma cidade e cada um vai montar um personagem, a partir de uma pessoa real. Ao contrário da maioria (porque sou ovelha negra mesmo), ...

Conto Brasil em Prosa

Olá. O conto que escrevi para o concurso de O Globo está disponível para download grátis até terça-feira de manhã, 4/07, (é só clicar no botão laranja à direita que diz "Compre agora", mas antes tem que se cadastrar rapidinho). Comentários na página da Amazon são desejados e bem-vindos. O link é: http://www.amazon.com.br/dp/B012Y7K2YU The Lady in Red                 Mariangela ia passando direto, mas não resistiu e parou. Diante de seus olhos, o vestido vermelho mais lindo que já tinha visto na vida. Procurou na vitrine, não achou o preço. Devia custar os olhos da cara, aquela loja era chiquérrima, obviamente não era para o seu bico. Mas não custava entrar e perguntar. Quem sabe não parcelavam? Prestações suaves, tipo dez vezes sem juros. Encheu-se de coragem, respirou fundo e entrou na loja, que tinha um cheiro maravilhoso e que não podia identificar. Muito discretamente, a vendedora ol...

Viciada em Facebook

 Atualizado em 07/06/2015  " Chegou setembro, mês da minha primavera. Eu resolvo que, para acabar com o vício do Facebook, cada vez que me sentir tentada a ir para a rede, vou escrever um pensamento aqui nesse caderno. A partir de hoje." Comecei a publicar uma narrativa minha em capítulos, " Viciada em Facebook ". Estou fazendo também a versão em áudio , disponibilizada no You Tube. Trata-se de um romance em primeira pessoa que conta a história de uma mulher urbana de quarenta e poucos anos, profissional liberal sem profissão definida (faz trabalhos diversos para se manter), solteira, liberada sexualmente e que tem uma relação de amor e ódio com a internet.      http://viciadaemfacebook.blogspot.com.br/

Para uma menina com uma flor

    Outro dia resgatei alguns livros meus na casa da minha mãe e me deparei com “Para uma menina com uma flor”, de Vinícius de Moraes. Ao abri-lo, dei de cara com a dedicatória:      Para uma menina que “descobri” que é a única que pensa igual a mim. Para que ela nunca se esqueça da garota que pensa igual a ela.                                                                  Patrícia Santiago da Silva     Não havia data, mas imediatamente me veio à cabeça o ano de 1980. Lembrei da minha amiga da quarta série do Colégio Palas, na Tijuca. Lembrei pouco, aliás. Naquela época não tínhamos a mania de tirar fotos de ...

O leitor que veio da Rússia

Há tempos ando intrigada com uma coisa: toda vez que atualizo meu blog, aparecem nas estatísticas visitas da Rússia. São poucas, mas persistentes, o que me leva a crer que devem ser de um único seguidor, isto é, um fiel e solitário leitor que veio do frio. Andei fantasiando sobre como seria o misterioso visitante. Depois de muitos tipos criados, acabei me concentrando em dois.   Primeiro, uma brasileira na casa dos 50 anos. Seu nome é Maria Antônia, Maria Augusta ou um outro nome composto que envolva “Maria”. Ela mora em Moscou há quase três décadas. Foi parar lá por causa de uma bolsa para estudar música clássica – Maria Antônia ou Augusta ou coisa que o valha é violinista. Acabou casando com um músico – um violoncelista que adora vodca. Quando Vladimir, seu marido, toma um de seus costumeiros porres, ela é acometida por uma saudade atroz do Brasil. Antes, nessas horas, devorava livros e revistas. Agora navega pela internet lendo tudo que vê escrito em português. Numa ...