Eu sorrio, sem dizer nada. A minha cabeça fervilha porque, por mais que eu diga que na virada do próximo ano vou ser racional, não adianta. Eu sempre entro no modo euforia pelo ano que vai chegar. É um estado de espírito em que cabe do romance perfeito ao Oscar, do peso ideal ao tempo para fazer absolutamente tudo que eu quiser. O interessante é que nesse modo euforia só cabe o que corresponde ao meu desejo. Surpresa? Só se for notícia boa. No modo euforia não existe perda, tragédia, decepção, frustração...
Pela primeira vez não fiz listas e acho que isso é uma evolução no sentido de passar do modo euforia para o modo deixa a vida me levar, preconizado pelo nosso grande filósofo Zeca Pagodinho. Na queda de braço entre o modo vida leva eu e o modo dona do meu caminho, pressinto que existe o modo e o que me importa é não estar vencido. No fim das contas, concluo, o que me importa é poder caminhar.
04.01.2025
Luciana Guerra Malta
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